sábado, 9 de dezembro de 2017

O Natal e o amor

E não é que o Natal chegou? Faltam alguns dias, mas aqui em casa tudo dança ao redor do acontecimento Natal. Perseguir o amor, é a única receita ainda válida...

sábado, 29 de julho de 2017

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Envelhecer é perder quem tem por nós compaixão e nos dá abraços como se tivéssemos 5 anos.

Pois os dias seguem. Difícil manter a alegria. Ainda bem que existem as crianças e suas demandas de felicidade e logística diária para me ocupar e me lembrar que sou responsável pelos pequeninos. Nada como uma lista de Natal sendo produzida em julho para tirar a gente da aspereza da lacuna deixada pela partida do meu pai. No trabalho, no supermercado, nas escolas...lido com adultos que não estão nem aí pelo meu bem estar. Meu pai se preocupava todos os dias com a minha saúde e minha felicidade. Deve ser muito duro uma criança sem pai, sem mãe, imaginem, sem alguém que sofra na carne os sofreres deles/nossos. Os adultos que me cercam e não me amam esperam que eu crie oportunidades de trabalho e de ganhar dinheiro para eles, que eu arrisque meu pescoço com a coragem que herdei dos meus pais para dizer as verdades a quem precisar ouvir, que eu seja dócil e obediente diante da mediocridade e da maldade que produzem. Dão nomes ao ser que sou e que me agiganta, julgam-me raivosa quando sou intensa e frontal. Não presto para eles, presto para lhe servir apenas. Foram educados por baratas gordurentas ou pais cegos de amor (aposto na barata..)! Não aprenderam a coragem, muito menos a bondade. Mas fingem ser bons, ajudam-se umas as outras as baratas gordurentas, com elogios patéticos e convites viciados. E eu vou perdendo aqueles que me amam e que por mim tem compaixão. Eu achava que envelhecer tinha a ver com rugas e preconceito que as pessoas dirigem a quem tem mais de quarenta anos. É bem pior. Envelhecer é perder quem tem por nós compaixão e nos dá abraços como se tivéssemos 5 anos. 
A Didi me ama. 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Sem graça

Deus, com todo o respeito, houve um equívoco em levar meu pai. Não era a hora dele ainda não. Não dá para tirar a vida de alguém com tanta vida nos olhos, tantos planos e coisas por fazer. Confere aí e devolve meu pai, que aqui sem ele é muito sem graça. 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

26 de junho

Hoje meu avô Clóvis faria 100 anos.
Eu ainda tenho o impulso de telefonar para o meu pai, uma semana sem o baixinho.
Gente, alguém viu minha alegria por aí?

sábado, 24 de junho de 2017

Dói muito e não tem remédio para passar

Eu não sabia que podia existir uma tristeza que a gente sabe que nunca vai passar. Perdi meu pai na sexta-feira passada. Essa tristeza nunca vai sair de mim, vai ficar ali a espera de um deflagrador, que pode ser um pudim, um arroz doce, um jogo do São Paulo. O homem que me ensinou a coragem, sendo corajoso, me ensinou a honestidade, sendo honesto dos outros debocharem dele, me ensinou a ternura, preocupado comigo como se eu tivesse 5 anos de idade. Parece que me falta uma perna, um braço,falta um pedaço grande de mim. A Alice disse que não gostou dessa ideia do vovô morar no céu. Eu também não, Alice, queria o vovô aqui, fazendo feijoada e criticando minha comida. Deve ser isso o envelhecer, a gente começar a a achar que aqui embaixo já não é tão divertido.

domingo, 7 de maio de 2017

quinta-feira, 9 de março de 2017

Mais uma vez Regaleira

 2017

A Quinta da Regaleira, em Sintra, vai se oferecendo como cenário para minha história. E eu sigo escrevendo entre pedras, musgos e promessas poéticas...Como eu aqui  disse, eu ainda faria muitas visitas a Regaleira...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Afinal, a boa notícia sobre a saúde do meu pai foi uma leitura equivocada e precipitada do exame. O médico fez a leitura certa  e deu-nos a má notícia, um choque. Continua a chover. Eu tentando ser positiva, mas é uma luta. Abato-me facilmente, odeio odeio odeio não ser melhor nisso. Um solzinho ajuda...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O que mudarei em 2017?




E não está sol! Havia esquecido como dezembro é chuvoso. Dezembro em minha própria casa, raro...Por aqui contam-se os dias para o Natal. As crianças seguem o advento comendo chocolates e comemorando a passagem dos dias. É uma farra! Eu oscilo entre fazer o balanço de 2016 e as muitas tarefas. Agora são dois cães para passear, Diana e Genaro (do meu pai, que está conosco provisoriamente). Parece um movimento natural do corpo avaliar o ano em bloco, o meu pensamento caminha nessa direção sem que eu consiga impedir. E o que nos espera em 2017? Curiosamente, meu pensamento tá mais no que ocorreu do que no que está por vir. Mais que projetos, quando penso em coisas que desejo para o novo ano, penso em tardes felizes. É isso, para 2017 quero mais tardes felizes e manhãs sossegadas. Estar mais com quem verdadeiramente importa. Tenho pessoas queridas que moram bem perto da minha casa e que vi durante o ano...uma vez!! Algo vai mal quando a gente vê e está mais com quem nos repugna do que quem nos anima! Em 2015 essa foi uma constatação, adiava atender o telefone quando eram pessoas amigas e amadas pois precisava falar com pessoas do trabalho (que sequer me faziam bem!)!. Isso mudei. O que mudarei em 2017? Quero uma vida mais slow...Isso quero...Postar mais no meu bloguinho....Passear sem pressa os cães...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Postagem à Adília Lopes


Aprender a nadar no seco. Nada segura quem tem imaginação, certo? Certo! Sempre há um plano B, um plano C. Espero que amanhã faça sol. Faltam tão poucos dias para o ano acabar, ufa! Hoje tivemos uma excelente notícia sobre a saúde do meu pai. Esperamos que em janeiro venha uma segunda notícia tão boa quanto a de hoje. A vida segue. Minha bateria acabou e não pretendo "por pra carregar". Vou me deixar descarregada. Este foi um ano memorável, em todos os sentidos, para as coisas boas e coisas más. Fiz uma angioplastia!  Ganhei dinheiro. Perdi amigos, que não eram amigos mas achei que fossem. Inimizades se fortaleceram, estes fizeram-se de amigos mas eu sempre soube que não o eram. Tempos estranhos. Meus filhos crescem. Lindos. Queria ensinar coragem e humor. Eles não sabem rir de si mesmos, ainda. Aborrecem-se e querem bater nos outros que riem. Eu não sou lá uma pessoa risonha, mas tenho humor. Toda vez na vida que fiquei sem humor (como agora estou sem bateria) era porque já não existia vida para ser salva ali. Morreu! Morreu! Morreu a vontade de ficar...Agora quando os níveis de humor caem muito, entendo que a vida tá pedindo respiração boca-a-boca. Será que alguém se afoga aprendendo a nadar no seco? 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Pra você guardei o amor que aprendi vendo os meus pais....

Oi, Pastel! 
Tenho saudades.....
Por aqui a vida é uma descida vertiginosa na neve, em meio a muitas gargalhadas! 
Mas o mais importante é que meus filhos vivam em um cenário de amor, afinal, como nas palavras do poeta Nando Reis, eles levam o amor que aprendem ao ver os pais....


"Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo os meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar"


segunda-feira, 11 de julho de 2016

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Dueto: Diana (voz) e Ana Paula (acordeon)

Não temos mais notícias da Diana resgatada de uma vida sem teto, comida e cuidados. A Diana tímida que tínhamos aqui  e aqui não existe mais. Vejam o vídeo, sem comentários.

Chá de fralda

Vivemos tempos decadentes, em que as maiores aberrações acontecem e todo mundo age como se estivesse tudo normal. Chá de fralda, tem coisa mais feia que isso? Então você fica obrigado a presentar o bebê que está para chegar com um inspirador "pacote de fraldas!" Há até eventos em que a marca da fralda é sugerida, pois "SIM" há peritos em fralda ("eu indico a X, que é a melhor do mercado, mas cada um leve o que achar melhor"- tipo, não me apareça com fralda porcaria lá!). Algumas pessoas defendem o chá de fralda porque dizem ser prático e um alívio para as finanças dos futuros papais. Finanças de quaisquer futuros papais e mamães, mesmo o que não precisam de nenhum alívio. E toda a poesia do momento que poderia aparecer em presentes como livros de banho, roupinhas divertidas ou em cds com músicas para ninar converte-se em uma prática pilha de pacotes de fradas...Adeus beleza....

Vamos combinar....


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Procura-se um Mike

Primeiro foi em Breaking Bad. Agora no Better call Saul. Mike é o personagem mais adorável e implacável dos últimos tempos. 

Com quem eu adoraria que meus filhos tivessem aula?

Aguardem...esta é a pergunta-brinquedo do momento...logo posto minha lista!

Feliz dia das mães!

Surpresa do Alexandre para mim: fofo! 
E a Alice conseguiu guardar segredo....

domingo, 8 de maio de 2016

Clube do Frajola





Para uma porta que inspira....Guirlandas!

No Brasil, as guirlandas aparecem associadas ao Natal. Mas as guirlandas não precisam estar limitadas às festas natalinas, e podem ser uma forma linda de dar boas vindas aos visitantes em sua casa. Andei atrás de uma guirlanda feita de flores secas, ou até mesmo artificiais. Aqui ainda não as encontramos facilmente. Acabei por comprar flores "de mentirinha" (que minha filha de 4 anos teima em cheirar!) e com a ajuda da minha mãe fiz uma guirlanda para nossa casa. Ficou linda! Pensei que podíamos ter uma guirlanda para cada fase do ano. Mas passeando pelo Pinterest realmente minha visão ampliou-se! Há guirlandas de tantos e tão diferentes materiais que a brincadeira pode ficar ainda mais divertida! Reuni algumas delas para me inspirar, aí vão! (A minha é a última)








terça-feira, 26 de abril de 2016

Atrás de uma nova narrativa....

Procuro
nova narrativa para minha existência
Fato. Doença


domingo, 10 de abril de 2016

Perguntas que surgem quando convivemos com crianças

Há um ímã invisível nas privadas específico para o que as crianças carregam nas mãos?

É possível considerar uma habilidade especial a capacidade de inovar nas asneiras do cotidiano?

É possível que as fronteiras do prato para as crianças seja mais um palmo para cima da toalha?

Acontecem pequenos ciclones nos quartos das crianças que fazem todos os brinquedos sejam espalhados por todo canto?

Crianças entendem roupas espalhadas pelo chão como uma instalação artística?

quinta-feira, 3 de março de 2016

O que significa fazer 45 anos?


Ontem fiz 45 anos. Pergunto-me se terei chegado a metade do caminho. Fiz umas contas, quando tiver 90 anos a Alice terá 49 anos. Espero que o mundo que receberá minha Alice cinquetona seja diferente do mundo de agora. Provavelmente será, pois não acredito que a humanidade consiga arrastar por muito mais tempo a falácia da juventude como valor no mercado das pessoas. Mas há muita água para passar por baixo dessa ponte até lá. A atual internet, por exemplo, é desanimadora, quando percorremos sites que falam de beleza, celebridades e outras futilidades do gênero. As pessoas perseguem a aparência jovem e quando há alguém com mais de 45 anos com bom aspecto (como dizem em Portugal..) a própria pessoa diz que "sabe que vai ser duro ficar velho" e faz um rosário de queixas sem fim. Desejo que a concepção de velhice mude até meus filhos ficarem mais velhos. O que é que ser perde ao deixar-se de ser jovem, afinal? O que é que se ganha ao avançar no tempo? É justo tratar o envelhecimento como um processo de perdas e ganhos? Não deveríamos ensinar nossos filhos que envelhecer faz parte da vida e é algo bom? Que é possível envelhecer e ser belo? Recentemente, uma amiga que não sabia que eu faria 45 anos quando soube a minha idade passou a me tratar diferente, a incluir em seus comentários expressões como "pessoas da sua idade". Fiquei carimbada como "velha". Essa amiga é estudada, delicada e culta e não consegue perceber que caiu na armadilha da idade. É comum as pessoas agradecerem quando dizemos que parecem mais novas, como se a juventude fosse um elogio (e a velhice um xingo). Não quero parecer mais jovem do que sou. Também não quero parecer mais velha. Quero aparentar a idade que tenho e ser saudável. Como as mulheres passam enorme tempo disfarçando as marcas do tempo e tentando impedir o avanço do envelhecimento natural do corpo temos dificuldade em reconhecer a real idade e a beleza da real idade. Mas é preciso desembrulhar-se dos preconceitos e medos e fazer-se presente quando o assunto é envelhecer. É preciso conversar com as crianças sobre o que faz uma pessoa ser bela, ser velha e ser  jovem. Beleza para mim, por exemplo, está em gente que o olho brilha (pode haver mulher mais linda que a poeta Adélia Prado?). Beleza é ser integral neste mundo de "desnatadas" existências. Quero muito ajudar meus filhos a desenvolverem ideias originais e nascidas na fogueira do pensamento sobre o que significa o envelhecimento! E para isso preciso viver meus 45 anos com cintilância e sabedoria! E vamos nós! 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Volta às aulas

Então as aulas voltaram, a escola retornou as atividades. Nos primeiros dias tivemos 3 professores que utilizaram o precioso tempo em sala para trabalhar "regras de convivência". Não pode isso, não pode aquilo, não pode, não pode, não pode, é proibido. E o professor disse o que vocês vão estudar ao longo do ano?Não disse. Pensei em enviar de volta uma lista de regras para os professores conviverem com meus filhos (e todos os outros alunos): 


1. Não pode gritar com aluno
2. Não pode usar palavras de qualquer natureza que depreciem o aluno quer na sua inteligência, quer na sua aparência, quer na sua origem
3. Não pode dizer que os alunos não serão nada na vida
4. Não pode ir para a escola sem preparar a aula
5. Não pode dar aula de "copiar do livro"
6. Não pode encher o quadro de matéria e não explicar
7. Não pode dar nota sem discutir prova
8. Não pode terminar o ano sem saber todos os nomes dos alunos
9. Não pode descontar nos alunos frustrações pessoais e ressentimentos
10. Não pode dar dever de casa como castigo
11. Não pode ameaçar com prova

E daqui um pouco eu vou em uma reunião na escola da pequena para saber as regras de funcionamento da escola (Não pode levar a criança até a porta da sala de aula...). 

Em que ano vivemos mesmo? 





terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Esse recado é para você


"Deus, proteja-me dos meus inimigos e se tiver um tempo, coloca-me no caminho inimigos que tenham um pouca mais de humor e que sejam capazes de fazer metáforas com cinema e literatura.." 

Hoje farei algo que nunca fiz no Pastel e que sempre critiquei no comportamento dos outros blogueiros, que é usar o blog para mandar recado (normalmente quem faz isso é covardolas, não tem coragem de dizer na cara do outro e usa o blog para choramingar). Mas hoje tô do avesso e querendo dizer umas boas a quem a carapuça servir! Se eu morrer vai ser difícil descobrir quem me assassinou (mesmo se morrer de morte natural vai pairar uma dúvida..): tenho uma lista grande de inimigos, descontentes e ressentidos. E há também os jumentos que integram o grupo por falta do que fazer na vida, ilustram bem o comportamento de bando! Tipo gente que adensa grupo de linchamento sem sequer saber o que o linchado fez. Infelizmente eu sou obrigada a "gastar" meu precioso tempo impedindo que o arame farpado deixado por estas criaturas pouco instigantes fira a mim ou aos meus. Mas sabe o que chateia mesmo? É não ter um inimigo à altura! Pois estes seres opacos são como pulgas em um dogue alemão, só chateiam mesmo no coçar. E não há muito o que argumentar, pois os caras são bem despreparados para o pensar. Ah...Como os duelos verbais seriam mais divertidos se minhas ironias fossem compreendidas.... 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Por que alguns podem ser cafonas?


Mais música para o início da semana. Coral com estampa de oncinha, paletó azul-de gosto-muito-muito-duvidoso, bota cano alto, pulseira de pérolas para rapazes, camisa de bolonas, sapato bicolor...e é tudo A-do-rá-vel! É difícil eleger entre os vídeos no youtube o modelito mais cafona no Rod. Mas oq eu o autoriza ser tão adoravelmente cafona? O brilho nos olhos! Quanto mais eu vivo mais confirmo que gente feliz é linda, gente inteira é linda..E você, é inteiro o suficiente para se dar ao luxo de ser cafona??

Para começar a semana: música!

A Alice não quis sair da cama para ir à aula...

sábado, 13 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Sobre o Ódio

Muito ruim começar 2016 com uma postagem sobre o ódio. Mas de uns meses para cá é sobre isso que tenho vontade de escrever. A questão que me inquieta é: de onde vem o ódio das pessoas? Está como um embrião dentro delas, á espera de um motivo para aflorar, ou é algo que vai sendo construído, de pouquinho a pouquinho? Você odeia ou já odiou alguém? Você é odiado? 

Logo volto a escrever, agora preciso ir me defender do ódio....


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A função dos bichos



Conversa fresquinha de agorinha mesmo:

Uns cachorros sem dono atravessaram a rua e o táxi onde estava precisou parar para não atropelar a gangue dona do mundo. E..
Eu: Ai, cachorrada louca!
Taxista: Hoje em dia, as pessoas esqueceram a função do cachorro. Eu morei na roça, sou de uma época que cachorro servia para alguma coisa. Para dar vacina no gado..para um monte de coisa..hoje cachorro não tem serventia.
Eu: Acho que cachorro existe porque Deus queria que a gente tivesse um amor puro e leal, ninguém ama a gente como cachorro.
Taxista (dá um risinho): Isso também...Mas acho que hoje as pessoas acham que cachorro é gente, e deixa de usar o cachorro como deve, sem função
Eu: Não gosto de pensar nos seres vivos pela função que têm.
Taxista: Quer ver, você come carne?
Eu: Como.
Taxista: Então, quando você come um pedacinho de carne sabe que o boi cumpriu a função dele né
Eu: É a natureza, é assim que a natureza funciona.
Taxista: Então, quando a gente vê um sapo pensa, porcaria de bicho, não serve pra nada, mas ele come bichos, a função dele na natureza é essa!
Eu: Mas se o senhor ficar pensando nos seres vivos a partir da função deles, para aqueles que o senhor não perceber a serventia...não serve para nada!
Taxista: Mudo
Eu: E mais, a gente é bicho e a única coisa que podemos ser melhores que os outros bichos é se olharmos para eles sem ficar preso na função que eles têm! Se a gente só pensa nos outros pela função a gente vira bicho!
Taxista: A gente é bicho humano, racional, por isso pensa na função.

Chegamos ao meu destino. Agradeço. Ele me diz "Fica com Deus" e eu "O senhor também!". Nem perguntei para que ele servia...E eu, sirvo para quê? A Alice responderia rapidinho: Limpar a casa, mãe!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Fim de ano....

E mais um fim de ano vem aí! 
Baladinha para aqueles que ainda têm tanto a fazer (como eu!)




sábado, 5 de setembro de 2015

Quem quer voar?

Em dias de meninada no balanço...
Acho que vou instalar uma em casa...
E em alguns momentos dias vou deixar-me voar.... 

domingo, 16 de agosto de 2015

Apoiem o Cinema ao Luar

Quer fazer a diferença?
Quer ajudar um projeto lindo?
Então chegou sua chance de fazer bonito!
Entre e apoie: https://www.catarse.me/pt/cinemapeiropolis


CINEMA AO LUAR INST

terça-feira, 4 de agosto de 2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

Por que você retiraria definitivamente alguém da sua vida?


Não é raro excluirmos da nossa convivência pessoas, por diferentes motivos. Algumas "separações" são suaves, resultam mesmo de um movimento natural em que as pessoas deixam de estar afinadas e passam a preferir estar com outras pessoas, não estar mais juntas. Mas por vezes, o rompimento tende para o sangrento, quando as partes precisam anunciar aos deuses de que nunca mais querem se cruzar! Por ser muito passional, já protagonizei muitas cenas da segunda categoria. Hoje estive a tentar recuperar na memória os motivos pelos quais estabeleci esta fronteira existencial com outras pessoas. Mas mais do que lembrar porque as queria longe de mim, emergiram as razões pelas quais não as queria por perto. Sei que o título dessa postagem fala dos motivos para se jogar alguém fora da sua vida, mas talvez a pergunta mais interessante seguisse em direção oposta: por que você quer manter alguém na sua vida?  

Logo volto a escrever sobre isto...estou a pensar....
A imagem retirada da net lacunou meu coração de saudades do meu gato Antônio. 
Intratável, mas eu o queria na minha vida....

sábado, 27 de junho de 2015

O casal mais lindo do cinema: Penny dreadful!




Mar turquesa da Tunísia

Trinta e oito pessoas foram assassinadas ontem em um resort na Tunísia, em Sousse. Estive lá, toquei a areia com meus pés, em um hotel vizinho. Consigo imaginar como foi a cena. Pouco a pouco a Tunísia deixa de ser uma lembrança alegre. O Museu Bardo, onde também estivemos também foi alvo do terrorismo. Fecharão 80 mesquitas. É o preço que os tunisinos pagarão por tentarem ser diferentes, de permitirem a liberdade depois da primavera árabe. A universidade é linda. Talvez nunca mais volte lá, sou medrosa demais. Onde filmaram Paciente Inglês, onde estão as melhores tâmaras do mundo e o hotel mais romântico que eu poderia imaginar, bem pertinho do deserto. E assim os terroristas paralisam o movimento de liberdade, espantam ocidentais cheios de preconceito que poderiam com sorte sair de lá com outras leituras sobre eles. Calar o outro pelo terror é ser muito medíocre, é ser muito básico e sem alternativas mentais.
Espero mesmo poder voltar a Tunísia....mar turquesa...

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Ranzinza, eu?


Nos últimos tempos tenho me sentido de duas maneiras: como na primeira imagem (todos contra mim) ou como na segunda (solidão imensa...). E ainda ouvi da minha irmã hoje cedo que ando muito ranzinza. O que me salva de não ficar deprimida é ter que fazer "panquecas de carne" sob pedidos entusiasmados dos pequenos aqui de casa. As panquecas me salvam. Ontem levei um tombo ao entrar na piscina, foi bom, não enrolei para entrar por causa do frio. Tchibum! Já viram a série Penny Dreadful? O casal mais lindo da história do cinema está na série. Mas não acontece nada entre eles. Ela disse: "Não podemos, somos muito perigosos...". Mas no amor não somos todos?

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Menos creme e mais Poesia

Quanto mais velha fico, mais preciso de poesia. Pensei que a idade ia aumentar em minha vida a necessidade de cremes e tratamentos de beleza. Mas, curiosamente, o que tenho tido cada vez mais precisão é de POESIA. As rugas incomodam menos que a aridez da alma! E mais (aqui deixou uma dica super-bonita), uma pele esticada e lisa é totalmente apagada na presença de olhos brilhantes. A poesia tem esse efeito em mim, de aquecer meu coração e acender meu olhar. É uma espécie de confirmação que sou mesmo idiota, mas que vale muito a pena nessa vida ser um determinado tipo de idiota. Em 2010, já não sei ao certo o mês, tive a sorte imensa de encontrar a poeta Adélia Prado a "bater perna" em um shopping no centro da cidade de Belo Horizonte. Aproximei-me dela e com cara de cão feioso de barbicha branca e olhos cor de mel, perguntei: "Adélia Prado?" (não queria eu acreditar na minha sorte!). Ela fez que sim com a cabeça sorrindo e eu disse: "Você é linda!"(cabelos de prata...ela é cor de rosa!). Ela me abraçou daquele jeito que tia abraça a gente quando tem saudade, meio bruto mas bom e disse: "Não minha filha, você que é linda!". Eu consternada, com os olhos cheios de água emendei: "Sua escrita me salva...". E ela, também com os olhos com água, respondeu: "É a poesia, minha filha, a poesia que salva...". Disse isso olhando muito dentro dos meus olhos e saiu..Fiquei ali, como que tocada por um anjo, grata pela benção do que vivi. (Fiquei pensando que ela deve ter me achado uma daquelas mulheres sempre choronas a reclamar das mazelas da vida e dos infortúnios, precisava da poesia dela para me salvar! Queria poder consertar...Mesmo a poesia triste alegra, a medida que nos devolve algo que a vida parece nos levar..). Pois meu "creme de juventude-beleza" é a poesia, em suas muitas fórmulas: pode ser em palavras (como nos livros da linda Adélia), pode ser em estampas de tecido (especialmente se viraram saias rodadas ou toalhas de mesa), céu cor-de-rosa no entardecer, pode ser em pão feito em casa, pode ser abraço apertado de filho e amigo, pode ser olhar cansado e feliz de marido no fim do dia. Deve ser por isso que a Adélia é tão linda, poesia da vida....

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Dia das mães

O autor português Walter Hugo Mãe, meu queridinho da vez, escolheu o sobrenome "Mãe" como nome literário, pois entende não haver força maior que a força contida nesta palavra. Ele diz que "as mães são os únicos seres dotados da aventura da existência". Temos muitas oportunidades na vida de ajudar um outro a existir, mas nenhuma se compara a maternidade. Digo isso do espanto de viver meu segundo dia das mães. Nunca na vida me vi metida em uma aventura tão complexa e assustadora quanto a maternidade. Nunca havia me sentido tão imperfeita e incompetente. Nunca tinha vivido tanta felicidade! Os pequenos nos colocam diante do que somos com uma intensidade única. E não posso fugir do confronto, do enfrentamento, dos olhares que me invadem ávidos por entender a pessoa que sou e entender através de mim o mundo! 

Minha filha tem medo dos meus cílios postiços (que eu nunca usei!) e diz isso rindo de maneira marota. 

Meu pequeno sente dores na barriga e diz que é tipo um vazio, uma porta aberta.Interpretei como solidão, mas chegamos a conclusão que era fome. Depois que ele comeu uma banana disse-me que continuava o buraco entre a barriga e o coração, era mesmo um tipo de tristeza. E ele só tem sete anos! Disse que tem vontade de me abraçar, e que quando eu o abraço o buraco diminui. 

O mais velho deixou de comer carne por uns dias, porque viu na estrada um caminhão cheio de vacas tristes e apertadas. 

Meus filhos são criaturas fantásticas, que por vezes eu tenho vontade de estrangular, mas que às seis horas da manhã já estão a me obrigar a ser inteira e transparente. Agora tenho medo de morrer em acidentes aéreos, coisa que antes não tinha, até gostava imenso ver filmes com tragédias com aviões. Perdeu-se a graça. 




Diana, até parece que é uma fera!
 

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Dia Internacional de subir em árvores



O último domingo de Março é o Dia Internacional de Subir em Árvores (International Tree Climbing Day). Eu soube disso aquiO dia foi pensando por conta das questões ambientais e da necessidade das pessoas compreenderam a relação delas com a saúde do planeta sob outra ótica. Li a reportagem e depois fiquei pensando que o mais interessante disso de subir em árvores não é lembrado na justificativa. 

Subir em árvore é uma das atividades mais prazerosas e revigorantes que existe! Não é transgressão, é comunhão. A árvore convida-nos sutilmente, cresce de maneira a permitir a subida, posiciona os galhos privilegiando os mirantes, configura-se para se ajustar aos corpos humanos. Não é ginástica, não subimos e descemos em seguida, triunfantes. Subimos e ficamos lá, até que não possamos mais estar. Para quem contempla a vida do alto de um galho, são muitas as delícias. Há uma dimensão de camuflagem, de estar ali quase escondido, mas mais por ser improvável nossa presença ali do que querermos estar escondido. Há a dimensão de pertencer a árvore e a sua rotina, ficar íntimo de pássaros e formigas. É como se brincássemos de ser árvore um pouquinho....

Ano que vem vou inventar um jeito de brincar (participar) do evento internacional também! 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Crec!

Em nosso quintal...mistério...Acho que nasceu um anjo!

segunda-feira, 30 de março de 2015

A Fada dos Dentes veio a nossa casa!


A pequena Alice ontem quebrou um dente. Não foi acidente. O irmão deixou-a cair ao chão. Ela ficou muito magoada com a "perda" (quebra) do dente, sentida mesmo. Expliquei a ela a dinâmica da fada do dente, blablabla, dinheirinho debaixo do travesseiro. Mas ela só sabia falar "e eu caí, e eu quebrei o dente, e tá doendo muito". Ao jantar o desconforto foi visível para morder. Meu coração de mãe trincou-se. Na hora de deitar-se lá foi o pedacico de dente partido para debaixo do travesseiro (que eu cuidadosamente substitui por uma moeda enquanto ainda ajeitava a cama). "Então Alice, será que você vai conseguir ver a fada?". Na manhã seguinte (seis horas da manhã), Alice entra na sala no máximo do entusiasmo: "Mãe, a moedinha, a Fada, mãe, o dente, o dinheirinho, a Fada". Alice está com a gengiva roxa ao redor dos dois dentes da frente, mas não se queixa (mas meu coração trinca). Alice só quer saber de pensar como vai gastar o dinheiro: "Eu vou comprar uma mochila para o pai!"
E a vida segue....(graças aos pais que "inventaram" a história da fada, grande ajuda nesse momento dramático!)