Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

E o que é o amor?


O escritor Ondjaki, em entrevista a Cláudia Fabiana (aqui), quando inquerido sobre o amor, "qualquer tipo de amor", responde:

Talvez o amor seja sabermos estar… Assim como saber estar é saber dar-se, e saber buscar o que no outro nos faz crescer. Companhia. Respeito. Sexo. Ousadia. Rebeldia. Amizade. Companhia. Talvez o amor seja sabermos compreender o outro para voltarmos a nós em paz.


Imagem: Tia e sobrinho no Louvre, abril/2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Amor, Natal, Tico e Paula

Manuel Bandeira e Mário Quintana têm poemas que descrevem os sentimentos do primeiro amor...O primeiro amor teria sido então deflagrado por mínimos bichinhos de animação: o cachorrinho Victor e um porquinho da índia! A primeira vez que li estes poemas, muito criança, achei graça, mas não entendi. Como assim, um cachorrinho ser o "primeiro amor" de alguém? Desde então aprendi muito sobre este sentimento, e sei que ainda tenho muito para aprender. Embora entender o amor entre casais seja para mim grande desafio, o amor é mais abrangente que isso. A gente não escolhe quem vai amar. O amor simplesmente acontece e é melhor não buscar explicações. Sei que algumas pessoas não concordam, mas para mim há amor bom e amor mau. O amor bom é aquele capaz de desencadear florescimentos, faz a gente desejar ser melhor. Simples assim. Mas este post não é para dizer estes muitos "lugares-comuns"! Este post é para comunicar a todos que por aqui passam, que de hoje e por todo mês de dezembro, por conta do meu Natal em dobro, o único assunto aqui permitido é o amor! Amor, amor, amor...Inauguro esta temporada com fotografia garimpada nos gaurdados familiares e que mostram talvez meu "primeiro amor" (seguindo o Bandeira e o Quintana): Tico, essa fofurinha nos meus braços....Na verdade antes do Tico tive outro amor, Pluto, mas tinha dificulade com o "l" do nome e fiz meus pais passarem por alguns cosntrangimentos gritando o nome do cachorrinho no quintal sem a letra....Tico e Pluto, apenas inauguraram a lista dos amores peludos que estariam por vir....É isso, temporada do amor aqui no "pastel"!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Amor, sol abstrato


Hora de retomar o blog. Quem esperava fogos de artifício e champagne, peço desculpas e prometo uma hora qualquer fazer um post com estas características, em outra ocasião. Para meu retorno, prefiro outra imagem.


Chego, abro o portão. Vejo que o mato cresceu nos canteiros e sinto um pouco de remorso pelo abandono. Abro a casa, forte vem o cheiro familiar que é uma combinação das essências de tudo que compõem minha vida. Uma a uma, vou abrindo as janelas. A luz sai envolvendo os móveis e os cantos das paredes de uma maneira desavergonhada. Parece que tudo foi subitamente desperto sem cerimônia. É preciso arejar a casa, as idéias, minha alma. As cortinas serprenteiam seus barrados, tão donas de si, dançam a música do vento, fazem gracejos para ninguém. Vou até a cozinha, coloco água no fogo para passar um café. Na janela minhas ervinhas reagiram ao abandono com alegria, crescendo desgovernadamente sem meus ataques estéticos de poda. O hortelã está tão verde que reveste-me de esperança. Abro a porta que dá para o quintal. Avisto a mangueira...Enquanto espero a água ferver, preparo o pó e sento-me a namorar com os olhos o quintal da minha casa...Tudo tão alegrinho. Ali não existe aquecimento global (se é que existe em algum lugar), está tudo em harmonia e a vida segue seu curso sem dramas. Morreu, morreu. Viveu,viveu. Nasceu, nasceu. Uma borboleta amarela visita meu pé de couve. Acho que namoram! No meu quintal também não há preconceito para o amor. Tem até uma formiga apaixonada por uma pedra! Lembrei-me de um trecho do livro de cartas de Caio Fernando Abreu:

“O bicho homem não faz outra coisa a não ser pensar no amor. Até as relações de produção, a luta de classes, a ecologia, o jogo pelo poder: tudo, questão de amor. Formas de amor. Amor é a palavra que inventamos para dar nome ao Sol abstrato em torno do qual giram nossos pequeninos egos ofuscados, entontecidos, ritmados. A vida toda”.

Sol abstrato...Duas coisas que defendo com a vida se precisar, a liberdade e o amor! Mas isso quem frequenta este blog já sabe....O amor que me faz abrir esta casa imaginária, como quem se prepara para receber quem ama...Que me faz partir, acreditando ir ao encontro. E que me faz regressar...De volta....

Imagem: Sintra, 2009