quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Tarde adorável: bater pernas e desanuviar idéias

Enfim, conseguimos que o "indiano" nos aceitasse como clientes (lembram-se que na semana passada havíamos tentado, mas o adiantado da hora fez com que o dono do restaurante fizesse gestos com a mão indicando para nos irmos pois não havia mais comida?). Hoje provamos o sarapatel indiano. O Zé (de visual novo) já conhecia e fez uma propaganda bastante interesante sobre o picante da comida: "vais suar e pensar que estás a morrer!". Ou eu tenho inclinação para dragão lançador de chama ou exatamente hoje a esposa do indiano abrandou no picante. Mas, estava mesmo uma "dilícia"!
Depois aproveitamos o lindo dia azul e quente de Lisboa para um café ás margens do rio Tejo. Mais tarde fomos a Baixa Chiado bater pernas e desanuviar as idéias. O castelo de São Jorge "tão lindo"... Com a proximidade do carnaval, ouvimos em uma loja: "Passa negão, passa lourinha, quero ver você passar, por debaixo da cordinha". Resultado: fiquei com a ladainha na cabeça.
E antes de encerrarmos o passeio um doce com morangos em um café super interessante que busca convergências entre Portugal e o Japão. Voltaremos lá para provar o chá com pão de ló. Aqui a Mónica já havia se recuperado da aventura com as pimentas. Com vocês, a obra de arte! A moça que nos atendeu era brasileira e garantiu que era bonito e pouco calórico. Mas a gente sabe que se é bonito e se é gostoso: engorda!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Shama shama e ensopado de enguias


Hoje vou jantar ensopado de enguia. Quando contei para minha mãe no Brasil ela disse "ai,Paula,´qualquer dia desses você vai ao bar do 'Descalços no Parque'". Comédia romântica de 1967, com Robert Redford e Jane Fonda (lindos e impagáveis!), esse filme fez-me dar muitas gargalhadas ao longo da vida. Na verdade, ainda me diverte, embora agora algumas das tensões do filme tenham outro impacto sobre mim. A cena a que minha mãe se referia é essa que encontrei no youtube e agora compartilho com vocês. Não acharia má idéia conhecer um lugar assim. Quem sabe na Tunísia? Shama shama! Depois conto das enguias...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Mil vezes jumenta!

Pior que perder 6 parágrafos lindinhos da sua tese é não ter para quem contar a façanha... Por que contar uma eventual burrice para outra pessoa parece diminuir o mal estar? Por que o fato parece pior quando se permance em silêncio? Será que é porque somos nossos piores críticos e que é terrível quando não há o que fazer com a verdade..? Quando contamos para os outros maquiamos o episódio, colocamos guizos e coroas de flores....e no silêncio da gente-com-a-gente-mesmo a verdade continua de pijama de flanela...patética...

É possível ser belo apesar das manchas de senilidade?


Hoje li no blog do meu amigo Paulo Lessa um texto sobre um pintor chinês que retrata sua própria filha nua ao lado de feras(http://www.anonadas.blogspot.com/). O pior (na minha opinião, claro) foi a declaração da mãe da moça, que disse sentir uma "inveja boa" da filha, que pode aproveitar a beleza enquanto é jovem. Ela (a mãe) não pode mais, afinal é velha, e se é velha é feia. Casado a esse assunto, essa semana aborreci-me muitíssimo com um texto do Rubem Alves, escritor brasileiro de quem muito gosto. Em resumo resumidíssimo, ele acredita que ficar velho é péssimo, e que só se é atraente na juventude, a verdadeira "melhor idade". Lógico que escrevi pra ele, lógico que não irá me responder. Disse-lhe que pessoas como o George Clooney sempre gozarão da melhor idade (e por favor, não falo só da carcaça impecável do moço, mas do conjunto de idéias que articula!). O que me aborrece de fato é o embate proposto nesse tipo de discussão entre idade e beleza. Acredito sinceramente que os educadores poderiam colaborar na construção de uma nova relação com marcas cronológicas de qualquer natureza. Afinal, para que serve contar os dias (tente responder esta questão imaginando não haver prazos para o Imposto de Renda, cronogramas...)? Não se trata contudo de deixarmos de associar a idade ao que poderia ser eventulamente ruim, mas de aprendermos a apreciar as muitas formas da maturidade! É possível ser belo apesar das manchas de senilidade? Há um poema do Mário Quintana em que ele descreve as mãos do seu velho pai, e diz "As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis sobre um fundo de manchas já cor de terra- como são belas as tuas mãos -pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiramna nobre cólera dos justos...". está aí, a beleza que emerge enquanto vida! Mas "as pessoas na sala de jantar, tão preocupadas" em serem jovens e belas, e serem ricas, e seguirem á risca os scripts sociais" não enxergam... Os que me conhecem "de perto" devem estar dizendo que meu histórico e a proximidade "dos meus anos" podem estar turvando minha visão. Ok. Talvez. Só sei que cheguei em um ponto que quero estar perto daqueles que com "havainas nos pés, short e camiseta" mostram com o olhar toda beleza que encerram. E você, que tipo de pessoas quer por perto...?

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Plátanos....


A primeira foto é de novembro, a segunda foi tirada hoje no fim da tarde. Na mesma rua, na mesma altura, quase na mesma posição. As árvores são as mesmas, agora devidamente despidas para o rigor do frio. E eu, tenho certeza não sou a mesma que chegou e ainda não sou a que vai embora.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O jeitinho brasileiro

O "jeitinho brasileiro" é bastante disseminado. Algns o associam ao "levar vantagem" e outros ao "ser criativo" para resolver situações críticas. Se devemos levar em conta os aspectos positivos ou negativos do tal "jeitinho brasileiro" não sei, mas meu fim de semana de trabalho duro terá pausas de grande prazer graças a um brasileiro que conheci hoje. Fui a locadore de filmes (video-clube aqui) fazer uma ficha e levei como comprovante de residência uma correspondência em meu nome do seguro saúde. Mas a funcionária do lugar disse que não valia, precisava ser uma conta de luz, água...Fiquei desolada. Eis que o brasileiro sugere que eu compre um vídeo, até ter a documentação em mãos, e eu vou até a caixa de filmes garimpar algum título. Enquanto isso, o brasileiro "herói" telefona para os donos da loja e negocia uma autorização para mim! Se a outra moça só dia "naõ pode" e "não, não" com aquela universal indiferença por meus sentimentos, o "menino" do Rio foi lá e deu "um jeito". Jeitinho brasileiro é fazer bom uso dos neurônios verde amarelos? Obrigada, Felipe!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Telegráficas

Ainda sobre Castelo Branco: depois de quase três meses vi dois pares de pernas desnudos que não os meus! Espanto: dois homens correndo para se exercitar, usavam short! Se minha relação com o corpo aqui mudou, descubri que a relação com o corpo alheio idem! Assombrei-me!

Dois indianos em uma loja de lembrancinhas de Lisboa ficam felizes quando percebem que sou estrangeira. Uma espécie de conluio as avessas, coisa que não aprovo. Pergunto de onde são, me dizem Bangladesh. Ele me perguntam se sou brasileira pura, e eu respondo no automático, não existem seres humanos puros, somos todos uma grande mistura. Eles não entenderam meu português, e eu saio de lá relexiva....

Na Praça do Comércio em Lisboa há um jovem na casa dos 30 que fala com seu cão. Eu falo com os meus cachorros, e falo também com cachorros que não conheço. Mas o caso aqui é outro, ele arrasta o cachorro pra todo lado como se mostrasse ao cachorro a cidade, e diz: "estás a ver, aqui eles bebem ginjinha".E o cachorro segue com seu dono com cara de envergonhado, como aquelas crinaças filhas de alcóolatra que buscam seus pais nos bares.....

Está pior meu hábito de falar sozinha.

Pavilhão Chinês


Fomos hoje ao Pavilhão Chinês, um bar cosntruído em um antigo pavilhão (que era de um chinês) e que hoje tem uma decoração "de tudo um pouco" com objetos da coleção do dono do lugar. È lindo. Coleção de capacetes, medalhas, trenzinhos, aviões que pendem do teto. A gente quase volta a ser criança. Achei esse vídeo gravado lá, do Lenine. Mas quem puder veja as outras fotos do blog.Fica na cidade alta.Depois ainda fomos ás Docas a mais um bar irlandês, eu provei o licor de Beirão. Doce e gelado. A temperatura voltou a descer.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Viagem maravilhosa!


Passei o fim de semana junto com a Mónica e sua adorável família em Castelo Branco, ao norte. É uma cidade encantadora, com pouco mais de 40 mil habitantes e apresenta o maior índice de qualidade de vida de Portugal. Se não bastasse a gracinha que a cidade é, a família da Mónica vive em uma quinta e preparou-me pratos típicos da região. Além disso, levaram-me para conhecer a cidade de Castelo Branco, a Serra da Estrela (que a Mónica apresenta no vídeo!) e uma aldeia em granito chamada Sortelha. Tenho assunto pra mais de metro. Diverti-me "imenso" e a beleza "afetou-me" como devemos ser "afetados" pela beleza, fez-me "florir" em pleno inverno. E pelo tom da Mónica e da Ana Paula no vídeo dá pra perceber como esse encontro teve humor! Os próximos posts serão sobre a viagem, os textos serão colocados aos poucos, mas só as imagens já têm seu valor...

Boa resposta, Mónica!


O vídeo está torto, desculpem, mas as iamgens são impagáveis!
O bacana mesmo é quando deixa de ser importante a pessoa ser brasileira ou portuguesa,quando a pessoa que somos vem antes de qualquer outro "rótulo"...mesmo que seja para levar uma bola de neve na cara!

"Ana Paula você quer comer neve?"


Minha irmã no Brasil disse que comer neve dá sorte. Como nunca ouvi falar dessa história, achei que a pestinha tinha inventado isso porque sabia que no meu entusiasmo de ver neve ia fazer qualquer idiotice. História inventada ou não, levei uma bola de neve enquanto dava uma gargalhada. Resultado: comi neve e meus companheiros de farra solidários, também provaram. Todos experimentamos neve. Euromilhões! Euromilhões!

Meninos em ação!

Boneco de neve em construção!

Serra da Estrela!














Sempre tive uma pontinha de inveja das pessoas que conheciam o mar depois de adultas e podiam viver essa experiência com olhos maduros e memória possuidora de mais palavras. Ver a neve pela primeira vez seria um evento de igual emoção! Primeiro sobrevivi a temperatura negativa. Com as roupas certas é moleza, chega a ser agradável. E então a neve, branca, branca, branca! E o inesperado: disposição e falta de censura para me comportar como se tivesse 5 anos de idade! Foi sob influência da simpática turma que me acompanhava, que me insultou com sequências e sequências de bolas de neve. Acredito que enquanto o corpo tiver saúde e vigor, deve sofrer o efeito dessa meninice gelada! Diverti-me muitoooooooooooo!

Mónica: especialista em bolas de neve!





Ela diz que tem formação em física e química, tem mestrado e estuda feito uma louca no doutorado...Mas na verdade, depois desse fim de semana descobri que a verdadeira especialidade da Mónica é a guerra com bolas de neve. O número de fotos em que apareço com a terceira dessa sequência, de costas e devidamente nevada, não é brincadeira! E reparem na expressão dela de quem sabe bem o que faz! A eficiência em pessoa!

Guerra!




Quinta












Uma quinta..Isso é um charme só! E a família da Mónica é muito linda. Mãe, tia e avó são uns "docinhos". Prepararam comidas típicas da região, um luxo! As fotos foram tiradas antes de irmos á Serra da Estrela. Sim..todos passaram frio por minha culpa. Pesoas muito hospitaleiras,gentis,educadas e muito boas de papo! Diverti-me imenso! Muito obrigada!


Jardim











Maranho
















A cidade de castelo Branco








O texto vem a seguir...


Jardim do Paço











Comento depois, aguarde.




Sortelha, aldeia de casas cosntruídas no granito











Depois vem o texto, aguarde.




Serra da Estrela I