E mais um ano termina. Todo o mundo a fazer balanço de como foi o ano que fica para trás. Uma chatice. Em geral as pessoas relatam alguns contratempos mas sempre sempre sempre são um espetáculo de bravura. Ou como gostam de adjetivar: são umas guerreiras. Duas palavras que detesto: luta e guerreira. A primeira me aborrece especialmente quando aparece no âmbito da educação. Tem texto de educador que a palavra luta aparece mais que conhecimento. E a palavra guerreira ficou para mim marcada por conta do câncer. A verdade é que passei pelo primeiro ano pós tratamento, visitas ao médico de 3 em 3 meses. No segundo ano, este que se inicia (2020), manteremos a regularidade desta peregrinação. Só no terceiro ano as visitas aos médicos serão a cada seis meses. A cada consulta periódica, quando os exames estão todos bons, renasço. Este ano tivemos um susto, um susto enorme. Havia a suspeita de um câncer novo, desta vez incurável. Fiquei arrasada. Foram dias de pavor até que o resultado dos exames saíssem. Eu amo viver! Tem sido cada vez mais solitário, mas eu amo cada dia, cada minuto, cada refeição, cada travesseiro macio na cama...Graças a Deus deu tudo negativo. Mas o medo agora, minha gente, tá sempre comigo. Medo de ir embora sem conhecer meus netos, sem ver o que cada filho meu vai fazer da vida, sem ir ao Marrocos com o Pedro. Mas curiosamente o tal câncer fatal que afinal eu não tinha fez-me pensar muito (mais do que da outra vez quando afinal eu tinha câncer!): eu estava sendo negligente com a vida e procrastinando tudo que deveria fazer para ser feliz. Tomei juízo. Mandei a morte catar coquinhos, ela que estava alojada na minha casa. Parei de pensar na morte e passei a cuidar da vida. Se eu não fizer isso, ninguém faz por mim. O medo não foi embora, continua acampado na minha casa. Acho que ficará para sempre...mas os pensamentos permanentes sobre a morte deixaram de existir. Foi demais, perder meu pai, o câncer, as despedidas dos cães, da Terezinha....Mas agora tenho a saudade e só. Acabei fazendo um balanço de 2019 também, desculpem! Na realidade, não importa! As fotos são de um entardecer aqui em Uberaba....Fez-me lembrar porque mesmo escolhi morar nesta cidade....Em outro post respondo a pergunta do título!
sábado, 28 de dezembro de 2019
Quantos anos de vida ainda tenho? Quantos anos de vida ainda desejo?
E mais um ano termina. Todo o mundo a fazer balanço de como foi o ano que fica para trás. Uma chatice. Em geral as pessoas relatam alguns contratempos mas sempre sempre sempre são um espetáculo de bravura. Ou como gostam de adjetivar: são umas guerreiras. Duas palavras que detesto: luta e guerreira. A primeira me aborrece especialmente quando aparece no âmbito da educação. Tem texto de educador que a palavra luta aparece mais que conhecimento. E a palavra guerreira ficou para mim marcada por conta do câncer. A verdade é que passei pelo primeiro ano pós tratamento, visitas ao médico de 3 em 3 meses. No segundo ano, este que se inicia (2020), manteremos a regularidade desta peregrinação. Só no terceiro ano as visitas aos médicos serão a cada seis meses. A cada consulta periódica, quando os exames estão todos bons, renasço. Este ano tivemos um susto, um susto enorme. Havia a suspeita de um câncer novo, desta vez incurável. Fiquei arrasada. Foram dias de pavor até que o resultado dos exames saíssem. Eu amo viver! Tem sido cada vez mais solitário, mas eu amo cada dia, cada minuto, cada refeição, cada travesseiro macio na cama...Graças a Deus deu tudo negativo. Mas o medo agora, minha gente, tá sempre comigo. Medo de ir embora sem conhecer meus netos, sem ver o que cada filho meu vai fazer da vida, sem ir ao Marrocos com o Pedro. Mas curiosamente o tal câncer fatal que afinal eu não tinha fez-me pensar muito (mais do que da outra vez quando afinal eu tinha câncer!): eu estava sendo negligente com a vida e procrastinando tudo que deveria fazer para ser feliz. Tomei juízo. Mandei a morte catar coquinhos, ela que estava alojada na minha casa. Parei de pensar na morte e passei a cuidar da vida. Se eu não fizer isso, ninguém faz por mim. O medo não foi embora, continua acampado na minha casa. Acho que ficará para sempre...mas os pensamentos permanentes sobre a morte deixaram de existir. Foi demais, perder meu pai, o câncer, as despedidas dos cães, da Terezinha....Mas agora tenho a saudade e só. Acabei fazendo um balanço de 2019 também, desculpem! Na realidade, não importa! As fotos são de um entardecer aqui em Uberaba....Fez-me lembrar porque mesmo escolhi morar nesta cidade....Em outro post respondo a pergunta do título!
quinta-feira, 22 de agosto de 2019
MInha loira
Primeiro foi o Onofre, e ontem chegou a vez da nossa Loretinha dizer adeus. Estou arrasada, dei a autorização para a eutanásia. Nunca pensei que ia viver uma cena dessas em minha vida. O veterinário disse que na idade dela (17 anos) com o estado físico em que se encontrava não havia nada a fazer. Era ruim e só ia piorar. Fiquei com a sensação que eu a traí. Os dias tem sido terríveis. Cada vez menos fontes de amor ao meu redor, cada vez mais fontes de feiura. Sei que feiura não é antônimo de amor, mas é minha necessidade de beleza (especialmente aquela vivenciada no amor) que me faz colocar os dois na mesma ideia. Que cadela maravilhosa ela foi! O dia que a resgatamos foi um dos dias mais felizes da minha vida! Presentão de Deus! Uma honra ter sido a segunda-dona da Loreta! Ela fez minha vida muito melhor o tempo em que esteve conosco! Mais nada a dizer.
segunda-feira, 13 de maio de 2019
Você prefere ser rápido mas nadar distâncias curtas ou ser vagaroso e ir bem longe?
Sou água. Para quem não sabe tive câncer no ano passado, terminei o tratamento em dezembro. Agora de três em três meses faço exames para rastrear células do mal que porventura regressem. Acho que não volta, foi o abismo da morte do meu pai que me fez este tumor no peito. Agora é tentar colocar meu corpo em ordem. Engordei pacas e desenvolvi neuropatia periférica. Tô nadando, tentando, cada dia um bocadinho, quase nada. O crawl tá muito comprometido, pois o braço esquerdo com a retirada de parte da mama, uns linfonodos e uns nervos cortados não está em sua plenitude de braço. Também não posso exigir dele muito, pois posso deixa-lo com dificuldade de eliminar líquidos e desenvolver um edema. Tudo na medida. Invisto no peito (hahahaha, pois o câncer foi de mama!), que nado deliciosamente. Saio da piscina me sentido SAUDÁVEL. Nadar é mesmo uma graça em minha vida!
Ontem estivemos todos na água. As crianças estão aprendendo os nados. Elas querem ser rápidas! E eu disse a elas: Ah! A mãe prefere conseguir nadar mais tempo e ir mais longe do que ser rápida e nadar só um tiquinho! Não sei se entenderam, mas fiquei pensando que sou mesmo isso, sempre fui. Na piscina, prezo o alongar, o ser suave, e nadar vagarosamente por bastante tempo. Vamos ver que escolhas meu filhos farão, a mim resta ensinar.
As imagens mostram um pouco da relação da nossa família com a água! Piscinas de plástico (grandes e pequenas), piscina grande, piscina pequena...Nós amamos água! (reparem a piscina passando por cima do muro! Excelente serviço da IGUI Uberaba!)
sábado, 1 de dezembro de 2018
Atestado de Alegria
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
Caminhos....
Diagnóstico em fevereiro. Em novembro, radioterapia. Muita coisa pelo meio! Estou reinaugurando os rituais da vida. Afinal, não morri e vi o filme Animais Fantásticos 2! Afinal, não morri e comi o primeiro panetone da temporada! Afinal, a vida é boa demais!
terça-feira, 3 de abril de 2018
A gente cessa, vamos fazer poesia moçada!
"Pensar que a gente cessa é íngreme. Minha alegria ficou sem
voz. " Manoel de Barros
Acho que a morte alugou um quarto na minha casa, dorme encolhida numa bicama, tem dois anos. São doenças a mais, médicos a mais, veias difíceis a mais, despedidas a mais. Hoje tive quimio. Por isso são 4 da manhã e eu estou ligada na tomada (da quimio). A medicina diz que a adrenalina que solto no processo (é medo mesmo, gente) depois me deixa assim. Alguém menos esclarecido ainda me chama de louca. A produção tá ótima (confere aí, 3 posts no Patel!). Reescrevi um livrinho! Mas amanhã o corpo fica uma miséria. E tenho que acordar daqui um pouco, despachar a moçadinha para a escola.
Tô careca, mas não sofri tipo aquela atriz que cortou os cabelos na novela aos prantos. A Alice ajudou o pai a fazer o serviço.
Não quero perder a alegria na minha voz!
Sobre avós
I
Minha avó Lina não dizia a palavra "Câncer", dizia em tom quase inaudível "doença ruim". Tipo o Valdemort, saca?
II
Descobri o que se passa com meus filhos desde que meu pai se foi...Foi o Manoel de Barros que esclareceu, destamparam a solidão:
Quando meu Vô morreu caiu em silêncio Concreto sobre nós.
Era uma barra de silêncio! Eu perguntei então ao meu pai:
Pai, quando o Vô morreu a solidão ficou destampada?
Solidão destampada? Como um pedaço de
mosca no chão.
Não é uma solidão destampada?
III
Minha mãe, avó dos meus filhos também fala baixo uma palavra nas conversas, mas não renomeia. Ela diz: "sexo", bem bem baixinho, de maneira que fica enorme a nossa atenção!
quarta-feira, 28 de março de 2018
Doença grave e ser estrangeiro.
Ter uma doença grave, que pode ter levar a morte é uma espécie de viagem a um país estrangeiro. Seu corpo não é mais seu conhecido, você não confia nele. O dia inteiro você passa a aprender as novidades da rotina do doença. É estar sempre no imprevisível: os cabelos caem?, o enjoos virão?, vai doer achar essa veia?, meu intestino vai funcionar? O dia inteiro a tentar entender um mapa de mim mesma, mas todo bagunçado por novos atalhos e caminhos. E quando chega a noite e todos podem descansar, cada um no seu corpo são, eu vou me deitar, mas levo o estrangeiro comigo e estou presa dentro dele. Cansaço....
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
Onofre..
Foram dezeseis anos de amor, do mais puro amor. Já não tô dando conta de tantas despedidas. O dia em que encontrei este peludo e sua irmã e os levei para casa no colo, aquilo foi felicidade. Ele me olhou nos olhos com uma integridade única. Cada um que vai, leva partes de mim...Meu pai no céu deve estar satisfeitão, dando longas caminhadas com o Nonô, como tinha sido impedido de fazer aqui antes de partir.
sábado, 9 de dezembro de 2017
O Natal e o amor
E não é que o Natal chegou? Faltam alguns dias, mas aqui em casa tudo dança ao redor do acontecimento Natal. Perseguir o amor, é a única receita ainda válida...
sábado, 29 de julho de 2017
segunda-feira, 17 de julho de 2017
Envelhecer é perder quem tem por nós compaixão e nos dá abraços como se tivéssemos 5 anos.
Pois os dias seguem. Difícil manter a alegria. Ainda bem que existem as crianças e suas demandas de felicidade e logística diária para me ocupar e me lembrar que sou responsável pelos pequeninos. Nada como uma lista de Natal sendo produzida em julho para tirar a gente da aspereza da lacuna deixada pela partida do meu pai. No trabalho, no supermercado, nas escolas...lido com adultos que não estão nem aí pelo meu bem estar. Meu pai se preocupava todos os dias com a minha saúde e minha felicidade. Deve ser muito duro uma criança sem pai, sem mãe, imaginem, sem alguém que sofra na carne os sofreres deles/nossos. Os adultos que me cercam e não me amam esperam que eu crie oportunidades de trabalho e de ganhar dinheiro para eles, que eu arrisque meu pescoço com a coragem que herdei dos meus pais para dizer as verdades a quem precisar ouvir, que eu seja dócil e obediente diante da mediocridade e da maldade que produzem. Dão nomes ao ser que sou e que me agiganta, julgam-me raivosa quando sou intensa e frontal. Não presto para eles, presto para lhe servir apenas. Foram educados por baratas gordurentas ou pais cegos de amor (aposto na barata..)! Não aprenderam a coragem, muito menos a bondade. Mas fingem ser bons, ajudam-se umas as outras as baratas gordurentas, com elogios patéticos e convites viciados. E eu vou perdendo aqueles que me amam e que por mim tem compaixão. Eu achava que envelhecer tinha a ver com rugas e preconceito que as pessoas dirigem a quem tem mais de quarenta anos. É bem pior. Envelhecer é perder quem tem por nós compaixão e nos dá abraços como se tivéssemos 5 anos.
A Didi me ama.
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Sem graça
Deus, com todo o respeito, houve um equívoco em levar meu pai. Não era a hora dele ainda não. Não dá para tirar a vida de alguém com tanta vida nos olhos, tantos planos e coisas por fazer. Confere aí e devolve meu pai, que aqui sem ele é muito sem graça.
segunda-feira, 26 de junho de 2017
26 de junho
Hoje meu avô Clóvis faria 100 anos.
Eu ainda tenho o impulso de telefonar para o meu pai, uma semana sem o baixinho.
Gente, alguém viu minha alegria por aí?
Eu ainda tenho o impulso de telefonar para o meu pai, uma semana sem o baixinho.
Gente, alguém viu minha alegria por aí?
sábado, 24 de junho de 2017
Dói muito e não tem remédio para passar
Eu não sabia que podia existir uma tristeza que a gente sabe que nunca vai passar. Perdi meu pai na sexta-feira passada. Essa tristeza nunca vai sair de mim, vai ficar ali a espera de um deflagrador, que pode ser um pudim, um arroz doce, um jogo do São Paulo. O homem que me ensinou a coragem, sendo corajoso, me ensinou a honestidade, sendo honesto dos outros debocharem dele, me ensinou a ternura, preocupado comigo como se eu tivesse 5 anos de idade. Parece que me falta uma perna, um braço,falta um pedaço grande de mim. A Alice disse que não gostou dessa ideia do vovô morar no céu. Eu também não, Alice, queria o vovô aqui, fazendo feijoada e criticando minha comida. Deve ser isso o envelhecer, a gente começar a a achar que aqui embaixo já não é tão divertido.
domingo, 7 de maio de 2017
quinta-feira, 9 de março de 2017
Mais uma vez Regaleira
2017
A Quinta da Regaleira, em Sintra, vai se oferecendo como cenário para minha história. E eu sigo escrevendo entre pedras, musgos e promessas poéticas...Como eu aqui disse, eu ainda faria muitas visitas a Regaleira...
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
Afinal, a boa notícia sobre a saúde do meu pai foi uma leitura equivocada e precipitada do exame. O médico fez a leitura certa e deu-nos a má notícia, um choque. Continua a chover. Eu tentando ser positiva, mas é uma luta. Abato-me facilmente, odeio odeio odeio não ser melhor nisso. Um solzinho ajuda...
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
O que mudarei em 2017?
E não está sol! Havia esquecido como dezembro é chuvoso. Dezembro em minha própria casa, raro...Por aqui contam-se os dias para o Natal. As crianças seguem o advento comendo chocolates e comemorando a passagem dos dias. É uma farra! Eu oscilo entre fazer o balanço de 2016 e as muitas tarefas. Agora são dois cães para passear, Diana e Genaro (do meu pai, que está conosco provisoriamente). Parece um movimento natural do corpo avaliar o ano em bloco, o meu pensamento caminha nessa direção sem que eu consiga impedir. E o que nos espera em 2017? Curiosamente, meu pensamento tá mais no que ocorreu do que no que está por vir. Mais que projetos, quando penso em coisas que desejo para o novo ano, penso em tardes felizes. É isso, para 2017 quero mais tardes felizes e manhãs sossegadas. Estar mais com quem verdadeiramente importa. Tenho pessoas queridas que moram bem perto da minha casa e que vi durante o ano...uma vez!! Algo vai mal quando a gente vê e está mais com quem nos repugna do que quem nos anima! Em 2015 essa foi uma constatação, adiava atender o telefone quando eram pessoas amigas e amadas pois precisava falar com pessoas do trabalho (que sequer me faziam bem!)!. Isso mudei. O que mudarei em 2017? Quero uma vida mais slow...Isso quero...Postar mais no meu bloguinho....Passear sem pressa os cães...
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Postagem à Adília Lopes
Aprender a nadar no seco. Nada segura quem tem imaginação, certo? Certo! Sempre há um plano B, um plano C. Espero que amanhã faça sol. Faltam tão poucos dias para o ano acabar, ufa! Hoje tivemos uma excelente notícia sobre a saúde do meu pai. Esperamos que em janeiro venha uma segunda notícia tão boa quanto a de hoje. A vida segue. Minha bateria acabou e não pretendo "por pra carregar". Vou me deixar descarregada. Este foi um ano memorável, em todos os sentidos, para as coisas boas e coisas más. Fiz uma angioplastia! Ganhei dinheiro. Perdi amigos, que não eram amigos mas achei que fossem. Inimizades se fortaleceram, estes fizeram-se de amigos mas eu sempre soube que não o eram. Tempos estranhos. Meus filhos crescem. Lindos. Queria ensinar coragem e humor. Eles não sabem rir de si mesmos, ainda. Aborrecem-se e querem bater nos outros que riem. Eu não sou lá uma pessoa risonha, mas tenho humor. Toda vez na vida que fiquei sem humor (como agora estou sem bateria) era porque já não existia vida para ser salva ali. Morreu! Morreu! Morreu a vontade de ficar...Agora quando os níveis de humor caem muito, entendo que a vida tá pedindo respiração boca-a-boca. Será que alguém se afoga aprendendo a nadar no seco?
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Pra você guardei o amor que aprendi vendo os meus pais....
Oi, Pastel!
Tenho saudades.....
Por aqui a vida é uma descida vertiginosa na neve, em meio a muitas gargalhadas!
Mas o mais importante é que meus filhos vivam em um cenário de amor, afinal, como nas palavras do poeta Nando Reis, eles levam o amor que aprendem ao ver os pais....
"Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo os meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar"
segunda-feira, 11 de julho de 2016
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Dueto: Diana (voz) e Ana Paula (acordeon)
Chá de fralda
Vivemos tempos decadentes, em que as maiores aberrações acontecem e todo mundo age como se estivesse tudo normal. Chá de fralda, tem coisa mais feia que isso? Então você fica obrigado a presentar o bebê que está para chegar com um inspirador "pacote de fraldas!" Há até eventos em que a marca da fralda é sugerida, pois "SIM" há peritos em fralda ("eu indico a X, que é a melhor do mercado, mas cada um leve o que achar melhor"- tipo, não me apareça com fralda porcaria lá!). Algumas pessoas defendem o chá de fralda porque dizem ser prático e um alívio para as finanças dos futuros papais. Finanças de quaisquer futuros papais e mamães, mesmo o que não precisam de nenhum alívio. E toda a poesia do momento que poderia aparecer em presentes como livros de banho, roupinhas divertidas ou em cds com músicas para ninar converte-se em uma prática pilha de pacotes de fradas...Adeus beleza....
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Procura-se um Mike
Primeiro foi em Breaking Bad. Agora no Better call Saul. Mike é o personagem mais adorável e implacável dos últimos tempos.
domingo, 8 de maio de 2016
Para uma porta que inspira....Guirlandas!
No Brasil, as guirlandas aparecem associadas ao Natal. Mas as guirlandas não precisam estar limitadas às festas natalinas, e podem ser uma forma linda de dar boas vindas aos visitantes em sua casa. Andei atrás de uma guirlanda feita de flores secas, ou até mesmo artificiais. Aqui ainda não as encontramos facilmente. Acabei por comprar flores "de mentirinha" (que minha filha de 4 anos teima em cheirar!) e com a ajuda da minha mãe fiz uma guirlanda para nossa casa. Ficou linda! Pensei que podíamos ter uma guirlanda para cada fase do ano. Mas passeando pelo Pinterest realmente minha visão ampliou-se! Há guirlandas de tantos e tão diferentes materiais que a brincadeira pode ficar ainda mais divertida! Reuni algumas delas para me inspirar, aí vão! (A minha é a última)
terça-feira, 26 de abril de 2016
segunda-feira, 11 de abril de 2016
domingo, 10 de abril de 2016
Perguntas que surgem quando convivemos com crianças
Há um ímã invisível nas privadas específico para o que as crianças carregam nas mãos?
É possível considerar uma habilidade especial a capacidade de inovar nas asneiras do cotidiano?
É possível que as fronteiras do prato para as crianças seja mais um palmo para cima da toalha?
Acontecem pequenos ciclones nos quartos das crianças que fazem todos os brinquedos sejam espalhados por todo canto?
Crianças entendem roupas espalhadas pelo chão como uma instalação artística?
É possível considerar uma habilidade especial a capacidade de inovar nas asneiras do cotidiano?
É possível que as fronteiras do prato para as crianças seja mais um palmo para cima da toalha?
Acontecem pequenos ciclones nos quartos das crianças que fazem todos os brinquedos sejam espalhados por todo canto?
Crianças entendem roupas espalhadas pelo chão como uma instalação artística?
quinta-feira, 3 de março de 2016
O que significa fazer 45 anos?
Ontem fiz 45 anos. Pergunto-me se terei chegado a metade do caminho. Fiz umas contas, quando tiver 90 anos a Alice terá 49 anos. Espero que o mundo que receberá minha Alice cinquetona seja diferente do mundo de agora. Provavelmente será, pois não acredito que a humanidade consiga arrastar por muito mais tempo a falácia da juventude como valor no mercado das pessoas. Mas há muita água para passar por baixo dessa ponte até lá. A atual internet, por exemplo, é desanimadora, quando percorremos sites que falam de beleza, celebridades e outras futilidades do gênero. As pessoas perseguem a aparência jovem e quando há alguém com mais de 45 anos com bom aspecto (como dizem em Portugal..) a própria pessoa diz que "sabe que vai ser duro ficar velho" e faz um rosário de queixas sem fim. Desejo que a concepção de velhice mude até meus filhos ficarem mais velhos. O que é que ser perde ao deixar-se de ser jovem, afinal? O que é que se ganha ao avançar no tempo? É justo tratar o envelhecimento como um processo de perdas e ganhos? Não deveríamos ensinar nossos filhos que envelhecer faz parte da vida e é algo bom? Que é possível envelhecer e ser belo? Recentemente, uma amiga que não sabia que eu faria 45 anos quando soube a minha idade passou a me tratar diferente, a incluir em seus comentários expressões como "pessoas da sua idade". Fiquei carimbada como "velha". Essa amiga é estudada, delicada e culta e não consegue perceber que caiu na armadilha da idade. É comum as pessoas agradecerem quando dizemos que parecem mais novas, como se a juventude fosse um elogio (e a velhice um xingo). Não quero parecer mais jovem do que sou. Também não quero parecer mais velha. Quero aparentar a idade que tenho e ser saudável. Como as mulheres passam enorme tempo disfarçando as marcas do tempo e tentando impedir o avanço do envelhecimento natural do corpo temos dificuldade em reconhecer a real idade e a beleza da real idade. Mas é preciso desembrulhar-se dos preconceitos e medos e fazer-se presente quando o assunto é envelhecer. É preciso conversar com as crianças sobre o que faz uma pessoa ser bela, ser velha e ser jovem. Beleza para mim, por exemplo, está em gente que o olho brilha (pode haver mulher mais linda que a poeta Adélia Prado?). Beleza é ser integral neste mundo de "desnatadas" existências. Quero muito ajudar meus filhos a desenvolverem ideias originais e nascidas na fogueira do pensamento sobre o que significa o envelhecimento! E para isso preciso viver meus 45 anos com cintilância e sabedoria! E vamos nós!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Volta às aulas
Então as aulas voltaram, a escola retornou as atividades. Nos primeiros dias tivemos 3 professores que utilizaram o precioso tempo em sala para trabalhar "regras de convivência". Não pode isso, não pode aquilo, não pode, não pode, não pode, é proibido. E o professor disse o que vocês vão estudar ao longo do ano?Não disse. Pensei em enviar de volta uma lista de regras para os professores conviverem com meus filhos (e todos os outros alunos):
1. Não pode gritar com aluno
2. Não pode usar palavras de qualquer natureza que depreciem o aluno quer na sua inteligência, quer na sua aparência, quer na sua origem
3. Não pode dizer que os alunos não serão nada na vida
4. Não pode ir para a escola sem preparar a aula
5. Não pode dar aula de "copiar do livro"
6. Não pode encher o quadro de matéria e não explicar
7. Não pode dar nota sem discutir prova
8. Não pode terminar o ano sem saber todos os nomes dos alunos
9. Não pode descontar nos alunos frustrações pessoais e ressentimentos
10. Não pode dar dever de casa como castigo
11. Não pode ameaçar com prova
E daqui um pouco eu vou em uma reunião na escola da pequena para saber as regras de funcionamento da escola (Não pode levar a criança até a porta da sala de aula...).
Em que ano vivemos mesmo?
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